Estes trabalhos marcam, entre outras coisas (há sempre outras coisas), uma vontade de fugir à velocidade mecânica da fotografia, procurando no gesto e na materialidade da tinta algo de presença, algo que se erga perante o corpo como uma intimação. Das diferenças entre os meios uma das mais expressivas é certamente a materialidade da superfície; o que num é representado noutro é corpóreo. A precisão é coisa contrária a estes trabalhos, é antes a desintegração da forma e do olhar que se procura, aquela que acontece devido ao crescimento desmesurado de algo selvagem, ou ao captar uma imagem contra o sol em que a clareza se dissolve em brilhos e escuridões.
Sopro - Projecto de Arte Contemporânea Rua das Fontaínhas, 40 1300-257 Lisboa T. 213 618 756 F. 213 618 757 galeria@sopro.pt www.sopro.pt